A empresa Palmer Soluções Educacionais LTDA, citada em contrato da Secretaria de Estado de Educação e Cultura do Acre (SEE), recebeu R$ 13,06 milhões em pagamentos do governo estadual em 2026, segundo dados do Portal da Transparência consultados nesta quinta-feira (17).
O nome da empresa aparece no contexto da Operação Death Note, deflagrada pela Polícia Federal (PF), com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), para investigar suspeitas de desvio de recursos públicos federais destinados à Educação no Acre.
Segundo a CGU, as investigações apontam indícios de possível direcionamento de licitações, desvio de recursos públicos e movimentações financeiras relacionadas ao pagamento de vantagens indevidas e à ocultação da origem e dos destinatários dos valores. A apuração estima prejuízo superior a R$ 30 milhões aos cofres públicos.
De acordo com os dados do Portal da Transparência informados na consulta, entre 1º de janeiro e 17 de setembro de 2026, a Palmer Soluções Educacionais LTDA registrou:
● R$ 26.764.032,34 em valores empenhados;
● R$ 13.061.742,30 liquidados;
● R$ 13.061.742,30 efetivamente pagos.
A operação cumpriu 27 mandados de busca e apreensão em Rio Branco e Cruzeiro do Sul, no Acre, além de Manaus (AM), São Paulo, Barueri e Ribeirão Preto (SP). A Justiça também determinou o sequestro de bens que, segundo a investigação, teriam sido adquiridos com recursos supostamente desviados.
A Secretaria de Estado de Educação e Cultura informou que colaborou com a Polícia Federal durante o cumprimento das diligências e colocou documentos e informações à disposição das autoridades responsáveis pela investigação.
A inclusão do nome da empresa no contexto da operação não significa, por si só, que tenha sido comprovada participação em irregularidades. A investigação ainda está em andamento e deverá esclarecer a relação entre os contratos, os pagamentos e os fatos apurados pela PF e pela CGU.






