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Família cobra respostas sobre acreano morto na Ucrânia

Redação por Redação
16 de outubro de 2026
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Família cobra respostas sobre acreano morto na Ucrânia

A família de Jonas da Silva Santos, de 24 anos, morador de Rodrigues Alves, no interior do Acre, ainda busca respostas sobre a morte do jovem durante combates na guerra da Ucrânia. Em entrevista exclusiva ao ContilNet, a irmã e o tio dele relataram como Jonas deixou o município em busca de oportunidades, falou pouco sobre a decisão de ir para o conflito e acabou deixando dois filhos.

Segundo os familiares, Jonas trabalhava na área de segurança privada em Rodrigues Alves e pretendia buscar qualificação profissional para conseguir melhores oportunidades. Ele saiu do município, passou por Rio Branco e depois seguiu para Rondônia. Foi nessa trajetória que, conforme o tio, a possibilidade de ir para a guerra começou a surgir.

 

A família afirma que não sabia da decisão de Jonas de seguir para a Ucrânia. O tio, José França, contou que mantinha contato frequente com o sobrinho, mas só soube que ele pretendia ir para o conflito quando o jovem já estava em São Paulo.

Família de jovem acreano morto na guerra da Ucrânia relata dor e faz alerta para que outros jovens não sigam o mesmo caminho/Foto cedida

Jonas da Silva Santos, de 24 anos, morreu durante combates na guerra da Ucrânia, deixando dois filhos e familiares que ainda buscam respostas sobre as circunstâncias da morte/Foto cedida“Ele é um menino bom, um cara determinado, muito corajoso. Tinha muita vontade de trabalhar na área de segurança e queria realmente ingressar nessa área. A ideia dele era se capacitar e voltar para o município para ver se arrumava uma nova oportunidade”, relatou José França.

O tio disse que acredita que Jonas evitou falar sobre a decisão porque sabia que a família seria contrária à viagem. Segundo ele, a informação chegou por meio de um irmão de criação do jovem. Quando conseguiu conversar com Jonas, ouviu que ele estaria pensando em se alistar, mas que a justificativa apresentada era buscar uma oportunidade de trabalho no Brasil.

Família diz que ainda não recebeu informações concretas

Além da dor pela perda, os familiares afirmam que enfrentam dificuldades para obter informações sobre as circunstâncias da morte. De acordo com a irmã, Clémilda da Silva, a família não recebeu esclarecimentos considerados suficientes e também não teve acesso a uma imagem que permitisse reconhecer o corpo.

“Eles não deram uma resposta bem concreta para a gente. Nem sequer mandaram uma foto para a família ver, porque a família tem direito de receber, seja lá do jeito que ficou”, afirmou.

Os parentes também dizem não saber se Jonas deixou a documentação necessária para que a família possa solicitar eventual indenização ou seguro de vida relacionado à morte. Até o momento, segundo eles, não houve informações concretas sobre esse possível benefício.

A família de Jonas da Silva Santos afirma que ainda não recebeu informações concretas sobre a morte do jovem nem uma imagem que permitisse reconhecer o corpo/Foto cedida

A família espera que as autoridades responsáveis esclareçam os procedimentos necessários, as circunstâncias da morte e a possibilidade de acesso a direitos que possam caber aos familiares.

Jovem deixou dois filhos

Jonas deixou dois filhos, segundo a irmã. A situação aumenta a preocupação da família, que busca informações não apenas sobre a morte, mas também sobre possíveis direitos dos dependentes.

Clémilda afirmou que é contra a ida de jovens para conflitos armados em outros países e fez um apelo para que outras famílias conversem com seus filhos antes de decisões desse tipo.

“Meu irmão foi, falou que era um sonho dele e, infelizmente, não realizou. Ficou a família sem ter uma certeza, sem ter uma resposta de nada”, declarou.

Ela também pediu que outros jovens considerem os riscos envolvidos antes de tomar uma decisão semelhante. Para os familiares, a falta de informações e a impossibilidade de se despedir de Jonas tornam o momento ainda mais difícil.

A família segue aguardando esclarecimentos sobre a morte do jovem, a identificação oficial e os procedimentos relacionados à eventual assistência aos parentes.

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