O bispo da Diocese de Cruzeiro do Sul, Dom Flávio Giovenale, aproveitou a celebração do Dia de Nossa Senhora Aparecida, nesta segunda-feira (12), para refletir sobre sofrimento, saúde mental e esperança. Ao recordar a história da imagem encontrada por pescadores no Rio Paraíba do Sul, o religioso fez uma comparação com as dificuldades enfrentadas pelas pessoas e destacou que a fé pode caminhar junto com a ciência e a solidariedades.
Segundo a tradição, os pescadores encontraram primeiro o corpo da imagem e, posteriormente, a cabeça, que foi unida ao restante da peça. Para Dom Flávio, essa história simboliza situações em que as pessoas se sentem emocionalmente abaladas ou enfrentam doenças, injustiças, conflitos familiares e outros problemas.
“Às vezes nós também estamos quebrados, ou por doença, por injustiça, por problemas, vai saber. A nossa vida às vezes está quebrada, mas a nossa vida pertence a Cristo, porque mesmo quebrados, nós somos amados por Ele”, afirmou o bispo.
Durante a reflexão, Dom Flávio ressaltou que confiar em Deus não significa deixar de buscar ajuda profissional. Ele defendeu o uso dos recursos oferecidos pela medicina e pela ciência, incluindo acompanhamento psicológico e psiquiátrico quando necessário.
“Se Deus deu o dom da inteligência, o dom da ciência, vamos usar os meios que a ciência nos propõe. Se psicologicamente estamos arrebentados, tem o psicólogo, tem o psiquiatra, tem remédios. Vamos confiar em Deus, que é fonte de tudo, mas também na ciência”, destacou.
O religioso também enfatizou o papel da solidariedade no enfrentamento dos momentos difíceis. Segundo ele, gestos simples, como um abraço, uma mensagem ou a presença de alguém disposto a ouvir, podem fazer diferença na vida de quem está sofrendo.
“Como é importante, quando nós estamos bem, dar apoio a quem não está bem. Às vezes é um abraço, não precisa falar nada. Às vezes é estar perto, um sorriso, uma mensagem ou até uma piada que ajude aquela pessoa a sorrir um momentinho”, disse.
Ao concluir a mensagem, Dom Flávio retomou a comparação com a imagem da padroeira do Brasil para transmitir uma mensagem de esperança e reconstrução diante das adversidades.
“Nossa Senhora quebrada, reza pela gente, para que não fiquemos quebrados e possamos reconquistar a unidade. Amém”, concluiu o bispo.






